domingo, outubro 29, 2006

Porto da Barra


Porto da Barra II
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Caetano Veloso

Baixa do Sapateiro


baixa do sapateiro
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Niteroi


O rebolado da paz
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Praia de Piratininga, ao fundo o Rio de Janeiro.

Quarteto em Cy

Quarteto em Cy

MPB 4

MPB 4

quarta-feira, outubro 25, 2006

Casa Ecologica de Cusco, Peru


logo da casa ecologica
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Reserva de germoplasma (maíz de granos de color)

Rede de Guardiaos de Sementes

Sementes Criolas

Cadastro vai mapear uso de sementes criolas

Brasília - Para preservar as chamadas sementes crioulas - de origem natural e que não sofreram alterações genéticas - o Ministério do Desenvolvimento Agrário vai criar um cadastro dos agricultores familiares que usam este tipo de semente em suas lavouras.

As sementes crioulas são derivadas dos cultivos tradicionais, sem a utilização de agrotóxicos ou qualquer outro produto químico. A maior variedade existente desse tipo de semente é de milho e feijão.

No início dos anos 80, um crescente número de grupos de pequenos agricultores do Sul do Brasil abandonou o uso de agrotóxicos, migrando para a produção ecológica de alimentos. Essa mudança criou novamente as condições de solo para o uso de sementes crioulas.

De acordo com o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar, Argileu Martins da Silva, o cadastramento vai permitir que as várias espécies de sementes crioulas existentes no país sejam conhecidas.

Ele informou que somente os produtores cadastrados vão ter direito a receber seguro agrícola, no caso de perda da lavoura, e outros benefícios previstos em programas da agricultura familiar desenvolvidos pelo governo.

O cadastramento deverá ser feito até o dia 30 deste mês, na página da Secretaria de Agricultura Familiar na internet: www.seaf.mda.gov.br/seafcaden. Os produtores que não tiverem acesso à internet podem se cadastrar pelo telefone da secretaria: o código de área é 061 e o número, 2191-9966.

Agência Brasil
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura ,CONTAG

Horticultura dos Indios no Brasil

Horticultura brasílica

Em 1500, nas terras do litoral, relativamente mais férteis do que as do interior, vivia população estimada em um milhão de americanos. Nessa época, as matas que cobriam a longa faixa litorânea que se estendia do cabo de São Roque, no atual Rio Grande do Norte, ao Rio Grande do Sul, eram habitadas por aproximadamente 600 mil nativos de língua tupi-guarani - tupinambás, sobretudo, e guaranis, em menor quantidade. (5)

De 150 a 250 tupi-guaranis viviam em aldeias independentes, estabelecidas em territórios de domínio comunitário, dedicados à caça, à pesca, à coleta e à horticultura. Em média, uma aldeia tupi do litoral necessitava um território de uns 45 km². Portanto, uma ocupação demográfica de densidade significativamente baixa, sobretudo em relação aos níveis alcançados nas regiões assinaladas da América Central e Andina. (6)

Os tupi-guaranis praticavam horticultura parcelar, familiar e extensiva de subsistência, em área florestal tropical e subtropical. Essa produção apoiava-se nos diversos tipos de milho (Zea mays), de feijão (Phaseolus e Canavalia), de batata-doce (Ipomoea batatas) e, sobretudo, de mandioca (Manihot esculenta) - raiz provavelmente originária do litoral tropical brasileiro, rica em amido, excelente fonte de energia, que se torna alimento quase perfeito quando ingerido com qualquer fonte protéica como as carnes.

Além de outros gêneros, essas comunidades exploraram igualmente o cará (Dioscoréa sp), o amendoim (Arachis hypogaea), a abóbora (Cucurbita), a banana, o abacaxi, o tabaco, o algodão e as pimentas. Fatores geo-ecológicos e sobretudo o nível de desenvolvimento civilizatório determinavam que a prática horticultora tupi-guarani assumisse caráter itinerante. (7)

A técnica de base dessas práticas horticultoras - coivara - nascia da abundância e da qualidade das terras; da ausência de ferramentas desenvolvidas; do desconhecimento da fertilização das terras e da escassez relativa de braços. A horticultura tupi-guarani assentava-se sobre o uso da energia humana e do fogo, desconhecendo o arado, a tração animal, a irrigação e a adubação em larga escala, a não ser em forma embrionária.

Mario Maestri Filho

(parte da Conferência " A Aldeia Ausente" ,UNICAMP, Campinas, 21 de novembro de 2001)

Observatorio Quilombola

Agricultura Negra nos Quilombos

segunda-feira, outubro 23, 2006

Slow Movement

Terra Madre 2006


Em Torino, Italia, de 26 `a 30 de Outubro de 2006.Organizado pelo movimento Slow Food. Acompanhe.

domingo, outubro 22, 2006

Centro de Alfabetizaçao em Ecologia

sábado, outubro 21, 2006

Paulo Freire `a sombra das mangueiras


À sombra das mangueiras
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"Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, `a sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo, não do mundo maior dos meus pais. O chão foi meu quadro-negro, gravetos, o meu giz."

Mangueiras



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Jaboticabas


P3290145
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Jaboticabas


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sexta-feira, outubro 20, 2006

Em Tempos de Beleza Absoluta

AMOR FEINHO

"Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho."

Adélia Prado

terça-feira, outubro 17, 2006

Adelia Prado

Adelia Prado declamando seus poemas

Cidade Escola Aprendiz

Aprendiz

A Casa de Rubem Alves

Sobre a Solidão

"A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!"

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!

Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas.

Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: "As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz."

Leia outras crônicas no site pessoal de Rubem Alves

http://www.rubemalves.com.br/


Rubem Alves é educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Dias com Arvores

É sempre agradavel retornar `a este blog.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Impatients


Impatients in the Wet
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Descansando


bed of Rosie's
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terça-feira, outubro 03, 2006

Primavera e Borboletas


Monarch
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